Pronto Socorro Veterinário | Síndrome do cão branquicefálico: cirurgia simples pode resolver problema
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Síndrome do cão branquicefálico: cirurgia simples pode resolver problema

Bulldogue inglês, bulldogue francês, pug, shih-tzu, lhasa apso, boston terrier, boxer e mastiffs, todas essas raças encantam por vários características, entra elas uma em comum: possuem o focinho curto. Muitos tutores optam por essas raças justamente por terem o focinho achatado, entretanto, o que muitos desconhecem é que esses cães são propensos a desenvolver a síndrome do cão braquicefálico.

O nome parece complicado, mas os sintomas são bem familiares, roncos, ruídos respiratórios, intolerância a exercícios, cianose (arroxeamento da língua) e em algumas situações, colapso respiratório. “A síndrome acontece devido a uma combinação de fatores anatômicos que causam desconforto respiratório podendo levar o animal a morte. É causada por um estreitamento das narinas (Narinas em fenda), bem como prolongamento do palato mole e eversão dos sacos laríngeos”, explicou o veterinário Daniel Peixoto, do Pronto Socorro Veterinário (PSV).

Sintomas comuns em cães de focinho curto vão desde roncos, intolerância a exercícios até ao colapso respiratório

Quem tem um cãozinho dessa raça e que sofre com essa síndrome sabe o quanto eles possuem limitações que atrapalham o bem estar. “São animais com alta taxa de apnéia noturna, são muito sensíveis aos dias quentes, já que tendem a produzir mais calor devido ao esforço respiratório constante. Não suportam exercícios, já que a capacidade respiratória é limitada. A respiração constantemente ruidosa leva ao desconforto até mesmo da família. Em dias quentes, há maior intensidade das crises que podem ser fatais”, afirmou o veterinário.

Cirurgia simples resolve o problema

O que muitos tutores não sabem é que uma cirurgia pode resolver o problema e melhorar a qualidade de vida do animal. O tipo de cirurgia depende do grau de comprometimento. Pode ser realizada a rinoplastia que aumenta o diâmetro das narinas associada à redução do palato, bem como a retirada dos sacos laríngeos. Esse procedimento faz com que o animal tenha suas vias respiratórias livres. O que gera um excelente conforto respiratório e proporciona uma excelente qualidade de vida para o animal.

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O veterinário Daniel Peixoto afirma que a cirurgia é considerada simples, mas é um procedimento muito técnico e por isso só deve ser realizado por um médico veterinário cirurgião bem treinado e familiarizado com a técnica. Uma pequena falha pode trazer graves consequências. “A cirurgia é rápida e o pós-operatório costuma ser bem tranquilo. Os animais tomam medicamentos para evitar possíveis reações dolorosas, os pontos são feitos de forma que não precisam ser retirados. Dentro de 10 dias o paciente já pode seguir sua rotina de vida normal, mas sem as limitações que sofria”, afirmou.

Ainda segundo o veterinário, a incidência da síndrome é relativamente alta, no entanto, por ser um assunto ainda desconhecido, muitas pessoas ignoram as dificuldades enfrentadas por seus cães. “Até mesmo por parte de alguns médicos veterinários esse problema pode passar despercebido. Há quem diga que os sintomas são características dessas raças, o que é um erro grave. Os animais que sofrem desse problema possuem uma vida muito difícil e desconfortável”, finalizou Daniel Peixoto.