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Piometra: saiba mais sobre essa doença grave comum em cadelas não castradas


Você já ouviu falar em Piometra? Essa é uma doença grave e muito comum em cadelas não castradas. É caracterizada por um a infecção bacteriana do endométrio (tecido que reveste as paredes internas do útero).

Conheça a história da nossa paciente Dara, uma cadela que sofreu muito com essa terrível doença:

No último mês, atendemos a Pitbull, Dara, de 9 anos. Quando ela chegou ao PSV, seu tutor Crispiano Ferreira contou que ela estava urinando sangue e há 4 meses havia notado secreções em sua vulva. Ela estava prostrada, com febre, abdome distendido e com muito sangue na urina. Ao examinarmos a Dara, os sintomas nos levou a suspeitar da tão falada piometra com possibilidade de estar com infecção do trato urinário ou mesmo com cálculos na bexiga.

Rapidamente, foram realizados exames hematológicos e ultrassonografia, que confirmaram nossa suspeita. Após diagnóstico e estabilização pela equipe de internação, ela foi encaminhada para o setor de cirurgia onde passou por dois procedimentos: a retirada do útero e a abertura da bexiga para a retirada de todas as pedras. Apesar de serem duas cirurgias ao mesmo tempo, ela foi bem amparada e tudo correu dentro do esperado.

A Dara recebeu alta no dia seguinte e o tratamento foi continuado em casa com sua família. Hoje, está ótima, sem sinais de infeções, brincando e se alimentando muito bem.

A piometra é uma infecção gravíssima que leva o animal a morte rapidamente se não for tratada de forma adequada e em tempo hábil, por isso os tutores devem ficar atentos aos seguintes sintomas: secreções na vulva, aumento a sede ou micção, distensão abdominal, letargia (prostração) e fata de apetite, perda de peso, febre e desidratação. Quanto antes o animal receber atendimento, maior será a chance dele ficar bem.

A melhor forma de prevenir a doença é a castração preventiva. Quando a cirurgia é realizada de forma eletiva, ou seja, sem infecção os riscos são bem menores, a incisão é bem pequena e a recuperação se dá muito rápida. Quando a infecção já está instalada, a paciente precisa ser operada com maiores riscos, já que geralmente está debilitada e já com infecção instalada.

Se não pretende ter filhotes de sua cadelinha, leve-a ao veterinário para que se faça a esterilização cirúrgica, se possível antes do primeiro cio entre 5 e 6 meses de vida.