Pronto Socorro Veterinário | Diálise salva vida de cãozinho com insuficiência renal
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Diálise salva vida de cãozinho com insuficiência renal

Em Uberlândia, Pronto Socorro Veterinário realiza o tratamento em animais de estimação

Venom sempre foi um cão muito alegre e bagunceiro, sempre demostrou ter uma saúde de ferro, mas de um dia para o outro, parou de brincar, não queria mais comer e vomitava muito. Sua tutora Franciely Cristina Silva correu com ele para o Pronto Socorro Veterinário (PSV) e o diagnóstico caiu como uma bomba. Venom, que tem 11 anos, foi diagnosticado com insuficiência renal.

O quadro era realmente muito grave, o tratamento indicado foi a diálise. Isso mesmo, assim como os humanos, animais com insuficiência renal precisam fazer diálise. A tutora do cãozinho contou que foi um período bem difícil. “ Ele ficou internado diversas vezes para fazer o tratamento, tomava muitos remédios e tivemos que mudar sua alimentação. Ele ficou bem abatido por um tempo. Fazia de duas a três sessões de diálise por dia durante uma semana. Os veterinários foram muito atenciosos com ele e comigo, que ligava lá todos os dias. A diálise salvou a vida do Venom”, disse a tutora

Atualmente, o Venom está fazendo fluidoterapia. Ele reagiu bem a diálise e recuperou o apetite e alegria. O cão tem uma vida normal, apenas precisa se alimentar com uma ração própria para animais com problemas renais. “Não foi fácil pra ninguém aqui de casa. Aqui eu conto com a ajuda de todo mundo, principalmente do meu pai. Ele leva o Venom todo dia ao PSV pra fazer a fluidoterapia. A doença do Venom pegou todo mundo de surpresa, mas graças a Deus ele tem reagido bem aos tratamentos” finalizou Franciely Silva.

Sobre a diálise em animais de estimação

De acordo com a veterinária Sílvia Molnár, a diálise é indicada quando os rins funcionam menos que 10% e com isso a quantidade de toxina acumulada é extremamente prejudicial ao organismo. “Nesse momento, o organismo já não responde a outros procedimentos menos invasivos. Para chegarmos a essa conclusão, são necessários uma série de exames, como dosagem sérica de ureia e creatinina, relação proteína/creatinina urinária e ultrassom, entre outros exames”, explicou a veterinária.

Antes de iniciar o procedimento, o animal recebe um cateter próprio para a diálise no abdômen. A veterinária explica que é por esse cateter que a solução de diálise entra e sai do organismo. “Essa solução é purificadora, ou seja, os líquidos, toxinas e substâncias químicas saem dos vasos sanguíneos do peritônio e vão para essa solução. Após um período, essa solução é retirada, levando consigo os resíduos do sangue”, contou Sílvia Molnár.

É importante destacar que a diálise não é um tratamento que vai curar o animal. O procedimento serve para desintoxicar o organismo e dar mais tempo para que ele reaja ao tratamento proposto. “É muito importante que os donos fiquem atentos aos seus animais e procurem um veterinário sempre que houver algo errado. Muitos costumam medicar os pets por conta própria e a automedicação é tão prejudicial aos animais quanto aos humanos. O uso excessivo de medicamentos é uma das causas da lesão renal”, disse Sílvia Molnár

A veterinária afirma que não existem raças mais propensas a ter lesões renais graves que levem a diálise. É preciso levar em consideração problemas congênitos, doença renal aguda e lesões causadas por desgaste e/ou idade no caso da doença renal crônica. “Como observamos com o aumento da expectativa de vida dos nossos amigos pets, a doença renal crônica se tornou cada vez mais comum. Os donos precisam ficar de olho e qualquer sinal de alerta, procurar sempre um veterinário”, finalizou.

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